McCain diz que saída norte-americana do Iraque beneficiaria Irã

O candidato do Partido Republicano àPresidência dos Estados Unidos, John McCain, disse naterça-feira que a ampliação das forças norte-americanaspresentes no Iraque vem dando resultado e que uma retiradaprematura aumentaria dramaticamente a influência do Irã sobre aregião. McCain deu essas declarações na Jordânia, onde se reuniucom o rei Abdullah após visitar o Iraque, país no qual seencontrou com líderes iraquianos e oficiais das Forças Armadasdos EUA como parte de uma missão da Comissão dos ServiçosArmados do Senado. "Se sairmos do Iraque, então a influência iraniana,certamente, aumentará de forma dramática, a Al Qaeda terá maiorinfluência e representará um perigo muito maior para a região,e os problemas de imagem e de segurança dos EUA aumentarãoacentuadamente", afirmou o candidato. McCain espera que sua viagem ao Oriente Médio lembre osnorte-americanos da experiência dele no setor da segurançanacional e sirva como antídoto para as promessas feitas pelospré-candidatos do Partido Democrata à Presidência dos EUA,Hillary Clinton e Barack Obama, de retirar os soldadosnorte-americanos do Iraque o quanto antes. A guerra no Iraque é um dos grandes temas da atual disputapresidencial. No momento em que ingressa em seu sexto ano, oconflito custou à economia dos EUA 500 bilhões de dólares e viuquase 4.000 soldados norte-americanos e dezenas de milhares deiraquianos serem mortos. McCain, ex-piloto da Marinha e ex-prisioneiro de guerra noVietnã, deu apoio à invasão, mas criticou a forma como oconflito vinha sendo administrado até o envio do contingenteextra de 30 mil soldados, no ano passado, como parte de umanova estratégia de combate à insurgência. "Ficamos muito encorajados com nossa visita ao Iraque. Oaumento das tropas está dando resultado e houve uma redução nonúmero de baixas entre os norte-americanos. Nossos esforços,porém, complicam-se pelo envolvimento iraniano no Iraque e pelofato de os sírios continuarem a permitir a entrada decombatentes estrangeiros no Iraque", acrescentou McCain. O número de ataques dentro do território iraquiano caiu 60por cento desde junho passado, quando o envio das forçascomplementares terminou. Porém, houve desde janeiro umrecrudescimento da violência, com um aumento no número deatentados suicidas atribuídos à Al Qaeda. McCain, cuja popularidade tem variado segundo o panoramaverificado no Iraque (aumentando quando a guerra parece estarindo bem), advertiu que "ainda há um longo caminho a serpercorrido" antes de a Al Qaeda ser derrotada. "A situação melhorou dramaticamente, mas eu também querodestacar que a Al Qaeda, apesar de estar em fuga, não foi aindaderrotada", afirmou.

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