McCain e Obama divergem sobre estratégia para o Iraque

Candidatos à Casa Branca, John McCain eBarack Obama divergiram na segunda-feira sobre o papel dosEstados Unidos no Iraque. Enquanto o republicano questionou acapacidade de julgamento do rival, o democrata defendeu novaestratégia para ampliar a presença militar no Afeganistão. A campanha de Obama anunciou que ele fará um discurso sobreo Iraque na terça-feira, e na próxima semana deve visitar oIraque e o Afeganistão. Em artigo publicado pelo jornal The New York Times, Obamareiterou sua tese de que os EUA deveriam ter um cronograma pararetirar as tropas do Iraque dentro de 16 meses. "Acabar com a guerra [no Iraque] é essencial para atingirnossos objetivos estratégicos mais amplos, a começar porAfeganistão e Paquistão, onde o Taliban está ressurgente e a AlQaeda tem um porto seguro", escreveu. Obama propôs enviar mais duas brigadas de combate aoAfeganistão, o que representaria um salto do atual contingentede 36 mil soldados para cerca de 45 mil. "O Iraque não é a frente central da guerra contra oterrorismo, e nunca foi. Eu não manteria nossos militares,nossos recursos e nossa política externa reféns de um desejoequivocado de manter bases permanentes no Iraque", disse. "OBAMA ERROU" McCain, que sempre defendeu a guerra do Iraque, disse queno Arizona, seu Estado natal, que "o senador Obama errou quandodisse que [a guerra do Iraque] não daria certo, errou quandodisse que havíamos perdido a guerra, e está errado hoje quandodiz que o Iraque não é o campo de batalha central. O importanteé que o senador Obama se recusa a admitir que errou". Obama anunciou a visita ao Iraque (onde já esteve uma vez)e ao Afeganistão depois de McCain dizer que seu adversáriodeveria visitar a região e conversar com os comandantes. McCain diz que também cogitaria ampliar o contingente noAfeganistão. Já Obama elogiou o governo iraquiano por sugerir a adoçãode um cronograma de desocupação e criticou McCain por rejeitara idéia. "[A de McCain] não é uma estratégia para o sucesso --é umaestratégia para permanecer que vai contra o desejo do povoiraquiano, do povo norte-americano e os interesses de segurançados Estados Unidos. Por isso, no meu primeiro dia no cargo, eudaria uma nova missão aos militares: acabar com esta guerra." Por razões de segurança, a data da visita de Obama aoIraque e ao Afeganistão não foi divulgada. Ele irá acompanhadopelos senadores Jack Reed (democrata) e Chuck Hagel(republicano). Ambos esses políticos têm histórico militar esempre foram contra a guerra do Iraque. (Reportagem adicional de Steve Holland)

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