McCain e Obama prometem reformas em Wall Street

Temendo umcolapso de Wall Street, os candidatos à Casa Branca disputaramna segunda-feira a primazia das reformas financeiras a partirde 2009. John McCain e Barack Obama trataram do tema depois de umfim de semana de notícias ruins, como a falência do banco deinvestimentos Lehman Brothers e a decisão do rival MerrillLynch de aceitar a compra pelo Bank of America. Bolsas do mundo todo despencaram na segunda-feira, apesardo empenho de autoridades e de candidatos a presidente dos EUApara tranquilizar os consumidores. "Os fundamentos da nossa economia são fortes, mas estes sãotempos dificílimos, e prometo que nunca mais colocaremos osEstados Unidos nesta posição", disse o republicano McCain emcomício na Flórida, um Estado eleitoralmente estratégico. "O governo McCain-[Sarah] Palin vai substituir a antiquadacolcha de retalhos da supervisão regulatória e trarátransparência e responsabilidade para Wall Street", disse osenador. Em nota, o democrata Obama disse que a crise gera uma graveameaça à economia dos EUA e enfatizou a necessidade demodernizar o sistema financeiro. "Certamente não culpo o senador McCain por esses problemas,mas culpo a filosofia econômica da qual ele compartilha",declarou. "É uma filosofia que diz que mesmo os regulamentos do bomsenso são desnecessários e pouco inteligentes, e que diz quedevemos manter as mãos grudadas na areia e ignorar os problemaseconômicos até que eles disparem em espiral para uma crise." A economia é um dos principais temas desta campanha e oscandidatos falam frequentemente sobre a crise do créditoimobiliário, o desemprego e o preço da gasolina. As pesquisas em geral mostram que o eleitor confia mais emObama do que em McCain para questões econômicas, mas sualiderança nesse quesito vem encolhendo. Obama há tempos pede uma revisão das regras para WallStreet, atribuindo a crise das hipotecas "subprime" e outrosproblemas à falta de transparência e responsabilidade dosistema financeiro. "Os desafios que nosso sistema financeiro enfrenta hoje sãomais uma evidência de que havia gente demais em Washington e emWall Street que não estava tomando conta da loja", disse Obama. McCain, que enfatiza promessas de não aumentar impostos econter gastos públicos, na segunda-feira deu mais ênfase ànecessidade de reformas no marco regulatório. Em um novoanúncio, intitulado "crise", os republicanos prometem regrasmais duras para proteger a poupança dos cidadãos dasturbulências em Wall Street. Tanto Obama como McCain dizem ser contra um pacotefinanciado pelo contribuinte para salvar o Lehman Brothers. (Reportagem adicional de Andy Sullivan)

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