McCain espera que Fidel 'encontre-se logo com Marx'

Republicano indica que espera que o líder cubano morra em breve e que seu irmão será um líder pior

REUTERS

22 de fevereiro de 2008 | 14h48

O pré-candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, provável vencedor das prévias do partido para a eleição deste ano, indicou nesta sexta-feira esperar que o ex-líder cubano Fidel Castro morra logo. McCain disse também que Raúl Castro, irmão de Fidel e seu provável substituto no poder, seria um líder ainda pior.    Fidel diz que renúncia não trará mudanças para Cuba Em debate, Hillary tenta desacreditar Obama e é vaiada Guterman: Hillary acabou? Pense de novo Confira a disputa em cada Estado Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA  "Espero que ele (Fidel) tenha a chance de encontrar-se com Karl Marx muito em breve", afirmou McCain em um encontro com cerca de 150 pessoas, referindo-se ao teórico comunista morto em 14 de março de 1883. Fidel, de 81 anos, anunciou na terça-feira que estava abandonando os cargos de presidente e comandante-em-chefe das Forças Armadas, após 49 anos no poder. Raúl Castro deve ser nomeado como o novo chefe de Estado de Cuba no domingo. "Aparentemente, ele está tentando patrocinar Raúl, o irmão dele", afirmou McCain. "Raúl é ainda pior do que Fidel em muitos aspectos." Fidel não aparece em público desde julho de 2006, quando foi submetido a uma cirurgia no abdômen e entregou o poder, então temporariamente, ao irmão. McCain, atualmente em seu quarto mandato como senador pelo Estado do Arizona, possui uma vantagem quase insuperável sobre seu último grande adversário na disputa pela vaga republicana, o ex-governador do Arkansas Mike Huckabee. A postura do senador em relação a Cuba tem, em linhas gerais, sido semelhante à adotada pelo presidente dos EUA, George W. Bush, responsável por intensificar o embargo econômico sobre a ilha caribenha e que rejeitou aliviar as sanções sem uma transição democrática na ilha. McCain, popular entre os cubano-americanos conservadores, também disse que, se vencer a eleição presidencial de 4 de novembro, manteria as pressões políticas para que Cuba promova reformas e abandone o sistema de partido único. Isso incluiu a proibição de viagens à ilha e as sanções comerciais e financeiras aprovadas poucos anos depois de Fidel ter conquistado o poder, em 1959, por meio de uma revolução. McCain, de 71 anos, um ex-prisioneiro de guerra no Vietnã, denunciou a participação de cubanos na prática de torturas contra alguns de seus colegas de cárcere em Hanói, durante aquele conflito.

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