Kevin Lamarque/ Reuters
Kevin Lamarque/ Reuters

McCain pede que Trump pare os ataques contra jornalistas

Em artigo publicado no 'Washington Post', senador diz que conduta do presidente americano já é copiada por outros líderes para 'silenciar ou fechar um dos principais pilares da democracia' e denuncia atitude 'incoerente ou hipócrita' do governo sobre o tema

O Estado de S.Paulo

17 Janeiro 2018 | 15h50

WASHINGTON - Em artigo publicado nesta quarta-feira, 17, no jornal americano Washington Post e dirigido ao presidente dos EUA, Donald Trump, o senador republicano John McCain, figura proeminente do Congresso do país, pediu que o mandatário pare com seus ataques contra jornalistas. 

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"Senhor presidente, pare de atacar a imprensa", diz o título do artigo de McCain. O presidente americano, cujos ataques contra o que qualifica de "imprensa desonesta" são quase diários, declarou na semana passada que logo anunciará seus "Prêmios de Fake News".

Esses prêmios serão concedidos aos meios de comunicação "mais corruptos e tendenciosos", disse Trump no Twitter. Após um primeiro adiamento, ele prometeu que a premiação aconteceria nesta quarta-feira, mas a Casa Branca foi evasiva sobre o assunto.

"Trump, sabendo ou não, suas ações são observadas de perto por líderes estrangeiros que já usam suas palavras como desculpa" para silenciar ou fechar um dos principais pilares da democracia, disse McCain na coluna no Post.

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O senador pelo Estado do Arizona denunciou, em particular, a atitude "incoerente" ou mesmo "hipócrita" da administração Trump em relação à liberdade de imprensa. "Enquanto os responsáveis muitas vezes condenam a violência contra jornalistas no exterior, Trump continua seus implacáveis ataques à integridade dos jornalistas e da mídia americana", disse.

"A expressão 'fake news', legitimada pelo presidente dos Estados Unidos, é usada pelos autocratas para silenciar jornalistas", afirmou.

"A liberdade de informação é crucial para o sucesso da democracia", concluiu McCain em sua coluna dirigida a Trump. "Os jornalistas desempenham um papel central na promoção e proteção da democracia e nossos direitos inalienáveis e devem ser capazes de fazer seu trabalho livremente". / AFP

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