McCain questiona posição dos democratas no Iraque

Depois de praticamenteassegurar sua indicação como candidato republicano àPresidência dos EUA, o senador John McCain voltou nasexta-feira suas baterias contra os aspirantes democratas,acusando-os de serem fracos em questões de segurança nacional ede terem uma estratégia para o Iraque que representaria avitória da Al Qaeda. As declarações levam a guerra do Iraque de volta aoepicentro da campanha presidencial, que passou semanas sendotravada em torno de temas econômicos. Falando a jornalistas após participar de uma conferênciasobre segurança em Norfolk, na Virgínia, onde fica umaimportante base naval dos EUA, McCain acusou Hillary Clinton eBarack Obama de quererem marcar uma data para a retirada dastropas norte-americanas. "Acredito que isso teria consequências catastróficas",disse o senador, que foi piloto da Marinha e prisioneiro deguerra no Vietnã. "Acredito que a Al Qaeda trombetearia aomundo que derrotaram os Estados Unidos da América, e acredito,portanto, que iriam tentar nos seguir até aqui em casa." Na opinião dele, os dois pré-candidatos democratas, queprometem uma rápida retirada das tropas do Iraque, têm uma"incompreensão fundamental" das questões em jogo, e não admitemo êxito da estratégia dos EUA para reduzir a violência. "Eles se recusam até a admitir isso. Acho que esta será umaquestão importante desta campanha", disse McCain, que defendeuma grande expansão das Forças Armadas. McCain venceu os principais Estados em disputa na"Superterça" desta semana, e logo em seguida seu rival MittRomney desistiu, o que deixa o caminho livre para a indicaçãodo senador pelo partido governista. No Estado de Washington (noroeste), onde fazem campanhapara o "caucus" de sábado, Hillary e Obama reagiram àsdeclarações de McCain, e cada um deles afirmou ser o maispreparado para bater o candidato republicano na eleição denovembro. Obama disse em entrevista coletiva em Seattle que McCainsempre esteve errado em apoiar a guerra do Iraque. "Na decisãomais importante a respeito da política externa em talvez umageração, acredito fortemente que John McCain tenha errado",afirmou Obama. "Acho que foi um enorme erro estratégico por parte dosEstados Unidos. Isso nos deixou menos seguros. Custou-nos caroem termos de sangue e tesouro (dinheiro)", acrescentou. Falando a eleitores na localidade de Tacoma, Hillaryprometeu resistir às investidas de McCain em nome de seusseguidores. Neera Tanden, coordenadora de questões políticas dacandidata, disse que ela e McCain têm "marcadas diferenças" emquestões como saúde pública, economia e segurança nacional."Ela pode ficar cabeça a cabeça com ele em qualquer dessasquestões, e na verdade sair fortalecida", afirmou. Hillary, que vem arrecadando menos que Obama e recentementeemprestou 5 milhões de dólares para a própria campanha, pediudoações aos eleitores de Tacoma e se disse satisfeita com a"onda" de contribuições de novos simpatizantes, inclusive 75mil pessoas que visitaram seu site nos últimos dias. Reagindo a declarações de Obama, assessores de Hillarydisseram que ela só fará uma declaração de bens caso sejaescolhida candidata. Seu porta-voz Howard Wolfson, aindaalfinetou a suposta ligação financeira de Obama com umempresário de Chicago envolvido em irregularidades. Hillary e Obama se enfrentam no fim de semana em Louisiana,Nebraska, Washington e Maine. (Reportagem adicional de Caren Bohan e Jeff Mason)

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