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McCain rebate crítica de Obama em gafe sobre Iraque

O candidato republicano à Presidênciados EUA, John McCain, menosprezou as críticas feitas pelopré-candidato Barack Obama a respeito de uma gafe que cometeuem relação ao Iraque, afirmando na quinta-feira que todos ospolíticos enganam-se de quando em quando e que era hora de"seguir adiante". McCain, atualmente em um giro pela Europa e pelo OrienteMédio, cometeu um erro na terça-feira, na Jordânia, ao dizerpara repórteres que o Irã havia dado apoio ao grupo militantesunita Al Qaeda no Iraque. Os EUA acusam o Irã de dar apoio àsmilícias xiitas presentes no Iraque, não às sunitas. Obama, que disputa com a senadora Hillary Clinton a vaga doPartido Democrata para as eleições presidenciais, valeu-se dadeclaração de McCain no dia seguinte, sugerindo que o apoio dorepublicano à guerra no Iraque alimentava-se do fato de eleinterpretar erroneamente a situação desse país. "Todos nós falaremos alguma bobagem de tempos em tempos. Eeu corrigi aquela declaração imediatamente. Da mesma forma comoo senador Obama afirmou estar ansioso para reunir-se com opresidente do Canadá, todos nós falaremos alguma bobagem detempos em tempos", afirmou McCain a repórteres, em Londres. "E, depois disso, vamos continuar com nossas vidas", disseo candidato, após reunir-se com o primeiro-ministro britânico,Gordon Brown na residência oficial do dirigente, em DowningStreet. Em agosto, Obama disse que ligaria para o "presidente doCanadá" a fim de conversar sobre um acordo comercial. O Canadápossui um primeiro-ministro e não um presidente. McCain, 71, senador pelo Estado do Arizona, cita suaexperiência na área de segurança nacional como um dos motivospelos quais deveria ser eleito para comandar os EUA. Orepublicano justificou tanto seu apoio à invasão do Iraque, em2003, quanto à expansão do contingente militar dos EUA noterritório iraquiano, em 2007. "Não há dúvida de que possuo muita experiência a respeitodo Iraque", afirmou McCain, que também visitou o Iraque eIsrael nesta semana. "Não há dúvida, para a maior parte dosobservadores objetivos, que o aumento no número de soldados deuresultados, ao contrário da previsão de alguns." "A situação melhorou dramaticamente ao longo do último ano.O povo iraquiano está tocando sua vida normalmente. O fato éque a Al Qaeda está em fuga. Nós não fomos derrotados",afirmou. Obama e Hillary dizem que, se eleitos, começarãorapidamente a retirar os soldados norte-americanos do Iraque. McCain afirmou ter ficado "preocupado" com a onda deviolência surgida há pouco no Tibet e conclamou a China arespeitar os direitos dos manifestantes daquela região. Além disso, o candidato deu apoio à decisão de Brown dereunir-se com o líder espiritual do Tibet no exílio, DalaiLama, quando este visitar Londres, em maio.

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