McCain se afasta de Bush e chama atenção para petróleo

O candidato republicanoà Presidência dos EUA, John McCain, disse na terça-feira que seafastaria do governo Bush e buscaria fontes alternativas quelevariam o país à independência de energia com mais vigor. McCain, senador pelo Estado do Arizona que já conquistousua nomeação para disputar a Casa Branca, criticou adependência norte-americana do petróleo estrangeiro e afirmouque é o homem certo para trazer mudança --em alusão à frase queo senador por Illinois e candidato presidencial democrata,Barack Obama, transformou em grito de guerra na campanha. "O próximo presidente deve estar disposto a rompercompletamente com as políticas de energia não apenas do governoBush, mas dos governos que antecederam o dele, e liderar umagrande campanha nacional para nos colocar no rumo daindependência de energia", disse McCain ao falar a partidáriosna noite de terça-feira. "Nenhum problema é mais urgente hoje do que a dependênciade petróleo estrangeiro", disse ele, acrescentando que oproblema ameaçam a economia, a segurança e o meio-ambiente dosEUA. Obama repetidamente comparou McCain ao impopular presidenteGeorge W. Bush. McCain usou o argumento às avessas naterça-feira, ao dizer que Obama votou a favor de uma lei deenergia promovida por Bush e pelo vice-presidente Dick Cheney.McCain votou contra a proposta. INTERESSES ESPECIAIS "Se os EUA vão conquistar a independência de energia, nósprecisamos de um presidente com histórico de colocar osinteresses do país antes dos interesses especiais de qualquerum dos dois partidos", afirmou McCain. "Eu tenho essehistórico. O senador Obama não tem." Obama e McCain divulgaram planos que limitariam as emissõesde gases que provocam o efeito estufa e que criariam um sistemade comercialização de emissões para fábricas e outros grandespoluidores. Obama afirmou que o plano seria mais eficiente doque o de McCain. McCain, que brigou por atenção enquanto o eleitorado seconcentrava no duelo democrata entre Obama e Hillary, tentoutirar parte dos holofotes na noite em que Obama se tornou oprimeiro negro escolhido por um partido para disputar aPresidência dos EUA. "Ele é um homem impressionante, que dá uma ótima primeiraimpressão", disse McCain sobre Obama. "Mas eles não esteve disposto a tomar as decisões difíceis,desafiar o seu partido, a se arriscar a ser criticado por seuspartidários para trazer mudanças reais para Washington. Euestive." Ele também cumprimentou Hillary com comentários para atrairpartidários da senadora por Nova York. Alguns deles já disseramque apoiariam McCain, e não Obama. "Ela merece muito mais consideração do que algumas vezesrecebeu", afirmou o republicano sobre a ex-primeira dama.

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