McCain tenta se afastar da administração Bush e critica Paulson

O terceiro e último debate entre os candidatos à presidência dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama e o republicano John McCain, começou na noite desta quarta-feira com cada um defendendo seus planos para socorrer a classe média dos EUA, em meio à crise econômica e financeira. Em debate mediado pelo jornalista Bob Shieffer, da CBS, na Universidade Hofstra, em Long Island (Nova York) McCain e Obama trocaram alguns ataques sobre a questão das reduções de impostos e o republicano aproveitou para criticar a administração do impopular presidente George W. Bush. Em queda nas pesquisas, McCain tenta se afastar da atual administração. Em um momento, McCain disse "senador Obama, eu não sou o presidente George W. Bush"."Estou decepcionado que o secretário Paulson não tenha feito do socorro às hipotecas uma das suas prioridades", disse McCain, no final da primeira resposta, quando explicou seu plano econômico, que prevê a destinação de US$ 300 bilhões para que os americanos não percam suas casas hipotecadas. Ele criticou o secretário do Tesouro por ter socorrido Wall Street e não a classe média. "Estou convencido que enquanto não contermos essa crise no mercado imobiliário, a situação não irá melhorar", disse o republicano. "É preciso que as pessoas fiquem com suas casas", afirmou.Obama defendeu seu projeto de pacote para a classe média. Ele também destacou que dará incentivos para as empresas que contratarem funcionários nos Estados Unidos, ao invés de subsidiárias no exterior. McCain acusou Obama de querer aumentar impostos para as pequenas empresas e "prejudicar" o sonho americano.O democrata respondeu e disse que McCain quer cortar mais US$ 2 bilhões em impostos para as corporações, inclusive petrolíferas."Já eu cortarei impostos para 95% dos americanos", disse o democrata.

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