McCain tenta se distanciar de Bush e republicanos

O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, John McCain, tentou se distanciar do presidente George W. Bush e de seu próprio partido, argumentando que ele freqüentemente se posicionou de forma contrária a eles e que pode trazer mudança ao país. Já seu adversário do Partido Democrata, Barack Obama, tem sistematicamente agregado McCain e Bush, afirmando que uma presidência de McCain traria mais quatro anos das impopulares políticas da administração Bush.Um dos desafios de McCain é separar sua imagem da de Bush, um tema de "mudança" que foi focado em seu discurso na Convenção Republicana na semana passada. Na ocasião, McCain prometeu encerrar o "rancor partidário", sem mencionar o nome de seu responsável. Em entrevista transmitida hoje, o candidato republicano evitou falar sobre seus 22 anos como senador republicano e focou, ao invés disso, no fato de que esteve em desacordo com muitas pessoas de seu partido sobre diversas questões. "Obviamente, eu fui muito impopular em algumas partes de meu próprio partido, seja na questão das mudanças climáticas ou contra a estratégia do (ex-secretário de Defesa Donald) Rumsfeld e do presidente no Iraque", afirmou, em entrevista para a CBS.O porta-voz da campanha de Obama, Bill Burton, afirmou que "a idéia de que John McCain representa mudança em Washington é risível". "Votar com George Bush 90% do tempo não é ser um dissidente, é ser auxiliar do presidente", criticou. Em discurso para 800 pessoas no estado de Indiana, Obama disse que as pessoas não devem acreditar nas declarações de McCain e de sua vice, Sarah Palin, de que são agentes de mudança. "Não se enganem. O partido de John McCain, com a ajuda de John McCain, esteve no comando (por quase oito anos)", afirmou.

(AE-AP), Agencia Estado

07 de setembro de 2008 | 20h23

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