McCain vai tentar conter avanço de Obama em debate

O debate entre candidatos à presidência dos Estados Unidos, hoje à noite, dará uma das últimas e melhores oportunidades para o republicano John McCain conter o avanço do rival, o democrata Barack Obama. O debate será na Universidade de Belmont, em Nashville, Tennessee, e deve abranger tanto política externa quanto temas domésticos.É o segundo dos três debates previstos até as eleições, em 4 de novembro.Os norte-americanos se mostram cada vez mais preocupados com a crise econômica. Mas nos últimos dias houve um aumento nos ataques pessoais na campanha, a partir do momento em que a candidata à vice-presidente republicana, Sarah Palin, ressuscitou o tema do suposto relacionamento de Obama com um extremista. A campanha democrata contra-atacou, lembrando o papel de McCain em um escândalo financeiro, há duas décadas.Ontem, Obama acusou o rival de uma "tática de difamação", para distrair os eleitores do problema da economia. O democrata estava em Asheville, Carolina do Norte, e disse que não poderia imaginar "nada mais importante" para falar do que o problema econômico.Já McCain, em Albuquerque, Novo México, acusou Obama de mentir sobre os esforços de McCain para regular o setor de empréstimos. Também chegou a sugerir que Obama é uma figura misteriosa, na qual não se pode confiar.No sábado, a governadora do Alasca Palin disse que Obama andava "com terroristas", referindo-se a Bill Ayers, que foi um radical na década de 1960. Os dois moram perto em Chicago e participaram por um tempo de uma mesma entidade filantrópica, tendo se encontrado ocasionalmente. Obama já condenou os atentados cometidos pelo grupo de Ayers, ocorrida quando o hoje senador por Illinois tinha apenas oito anos.A campanha de Obama respondeu, enviando pela internet um "documentário" de 13 minutos sobre Charles Keating. McCain intercedeu junto a funcionários responsáveis pela regulação financeira por medidas que beneficiariam Keating. Em um painel do Senado foi determinado que o hoje candidato teve um papel secundário no escândalo. McCain considera essa passagem o "pior momento de sua vida".

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