McCain volta atrás em comentário sobre derrota nas urnas

John McCain, o pré-candidatofavorito do Partido Republicano para concorrer à Presidênciados EUA, retratou-se na segunda-feira à noite depois de terdivulgado um comunicado afirmando que poderia perder o pleitode novembro caso não convencesse os norte-americanos de que opaís venceria a guerra no Iraque. "Eu não quis dizer que vou, entre aspas, perder", disseMcCain a repórteres dentro de seu ônibus de campanha. "Quisdizer que esse é um assunto importante na cabeça dos eleitoresnorte-americanos." "Eu não costumo retratar-me a respeito de um comentário",afirmou o senador, que lidera com folga as prévias do PartidoRepublicano. McCain, um defensor renitente da guerra no Iraque, afirmouhoras antes que perderia a eleição presidencial se nãoconvencesse a opinião pública dos EUA de que os militaresnorte-americanos estavam vencendo o conflito no territórioiraquiano. A maior parte dos norte-americanos dizem agora que ainvasão do Iraque, em 2003, foi uma idéia ruim e desaprovam aforma como o atual presidente dos EUA, George W. Bush,conduziu-a. Os pré-candidatos democratas Hillary Clinton e Barack Obamaprometem retirar os soldados norte-americanos de lá caso sejameleitos. McCain, um ex-piloto da Marinha que foi prisioneiro deguerra no Vietnã, costuma dizer em seus comícios que umaretirada prematura do Iraque equivaleria a uma rendição e dariaaos extremistas islâmicos uma vitória sobre a qual poderiamgabar-se. O senador pelo Estado do Arizona criticava a forma com ohoje ex-secretário de Defesa Donald Rumsfeld conduzia a guerra.Rumsfeld perdeu o cargo no final de 2006. McCain diz que o Iraque avançou bastante nas áreas desegurança e estabilidade política desde que os EUA aumentaram,no ano passado, o número de soldados presentes naquele país. Segundo McCain, os militares norte-americanos precisamcontinuar no Iraque, talvez por até cem anos, uma declaraçãocriticada pelos democratas. O republicano acrescentou que prevê uma queda no número debaixas entre os soldados dos EUA à medida que as forças desegurança iraquianas assumirem responsabilidades maiores. Em seu ônibus de campanha, na segunda-feira, McCainobservou que os EUA continuam mantendo soldados no Japão, naAlemanha, na Coréia do Sul e na Bósnia, apesar de não havermais guerras nesses locais. "Nós sairemos vitoriosos do Iraque e os iraquianosassumirão as suas responsabilidades. Os norte-americanos vão seretirar. Mas os norte-americanos talvez mantenham, como ocorremem tantos outros países, um acordo para a área de segurança comvistas ao futuro", afirmou. (Tradução Redação São Paulo, 5511 5644-7745)

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