Medalha de Nobel da Paz argentino será levada a leilão

A Argentina volta a ser destaque na imprensa internacional, mas desta vez não é por causa de crise econômica ou por ser exportador número um de óleo e farelo de soja. A medalha de um de seus cinco prêmios Nobel vai ser leiloada no próximo dia 29, em Baltimore, pela Stack''s Bowers Galleries, de Nova York.

MARINA GUIMARÃES, CORRESPONDENTE, Agência Estado

12 de março de 2014 | 19h17

Esta é a segunda vez na história dos leilões que uma raridade como uma medalha Nobel é levada a leilão. Trata-se do Prêmio Nobel da Paz de 1936, concedido ao então ministro de Relações Exteriores da Argentina, Carlos Saavedra Lamas.

O ex-chanceler morreu em 1959, aos 80 anos de idade. E, desde então, a famosa medalha teve vários donos e chegou a ser penhorada. Há cerca de 20 anos, um colecionador norte-americano a encontrou em uma casa de penhora. E, recentemente, os herdeiros de outro colecionador colocaram a relíquia à venda. O objeto está avaliado em US$ 9.168 pelo peso de 222,4 gramas do ouro de 23 quilates.

Saavedra foi também um jurista importante na Argentina. Ele ganhou o Nobel pela articulação para terminar com a Guerra do Chaco (1932-1935) entre Bolívia e Paraguai. O trabalho dele pela paz inspirou o Pacto Antibélico Saavedra, assinado por 21 países e que se transformou em um instrumento jurídico internacional. Ele era bisneto de Cornélio Saavedra, o presidente da Primeira Junta de Governo do país.

Saavedra não foi o único Nobel da Paz na Argentina. Adolfo Pérez Esquivel recebeu o prêmio nesta categoria, em 1980, pelo compromisso e luta na defesa dos Direitos Humanos. Em 1947, outro argentino, Bernardo Alberto Houssay, recebeu o Nobel de Medicina. Em 1970, foi Luis Federico Leloir que recebeu o Nobel de Química, e, em 1984, César Milstein, biólogo argentino nacionalizado britânico, foi reconhecido por descobertas sobre anticorpos no sangue.

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