Frederic J Brown/AFP
Frederic J Brown/AFP

Média de mortes por covid nos EUA volta a 2 mil pela primeira vez desde fevereiro

País luta contra avanço da variante Delta em meio à lentidão da campanha de vacinação

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2021 | 22h01

NOVA YORK - Os Estados Unidos registraram essa semana uma média de 2.075 mortes por covid-19, o número mais alto desde fevereiro, de acordo com dados do The New York Times. O recorde acontece em meio à disseminação da variante Delta, mais contagiosa, e aos esforços do governo americano de acelerar a campanha de vacinação, estagnada principalmente pela hesitação de parcelas da população que não confiam nos imunizantes.

Nos últimos sete dias, o país registrou em média 130.592 novos casos por dia, com 91.189 hospitalizações.  Os Estados que registraram maior número de mortes foram a Carolina do Sul (61.4%) e Tennessee (64.7%), seguidos por Kentucky (39.1%), de acordo com os dados do The New York Times.

As mortes vêm aumentando nos últimos dois meses, chegando a uma média de 2.031 por dia, na terça-feira, e a 2.047 nesta quinta-feira, o maior número desde o dia 27 de fevereiro. Em 5 de julho, quando os americanos registraram o menor índice de mortalidade, a média de óbitos por dia chegou a ser de 217.

Ao todo, desde o início da pandemia, mais de 680 mil americanos morreram de covid-19, mais do que em qualquer outro país. Segundo o New York Times, na média dos últimos 14 dias, o número de novos casos caiu 12% e de hospitalizações, 10%. No entanto, essas taxas variam de Estado para Estado. Cerca de 25% dos hospitais do Sul dos EUA, epicentro local da variante Delta, têm mais de 95% dos leitos de UTI ocupados.

Nesta semana, o presidente americano, Joe Biden, anunciou que os EUA estão comprando mais 500 milhões de doses da vacina contra a covid-19 da Pfizer para serem doadas aos países de baixa renda. Os planos de compra, antecipados na terça-feira pela Bloomberg, elevarão a 1,1 bilhão o total de vacinas que os EUA planejam doar. 

A cúpula presidida por Biden foi uma tentativa de afastar as críticas ao plano de vacinação de reforço dos EUA, que vai aplicar a terceira dose em milhões de adultos americanos enquanto muitas nações lutam para garantir a primeira dose às suas populações. Embora os EUA tenham doado mais vacinas do que qualquer outro país, de acordo com dados do Unicef, a política de reforço poderá pressionar outros países a seguirem o exemplo, exacerbando ainda mais as desigualdades globais./ Com NYT e AP

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