Youssef Badawi/Efe
Youssef Badawi/Efe

Mediador internacional para a Síria chega a Damasco

Enquanto Lakhdar Brahimi chegava na capital, bombardeios ocorriam em Alepo

AE, Agência Estado

13 de setembro de 2012 | 15h57

BEIRUTE - O novo enviado internacional para a Síria, Lakhdar Brahimi, chegou nesta quinta-feira, 13, a Damasco para a primeira visita ao país devastado pela guerra civil. Brahimi, um ex-enviado da Liga Árabe, deverá ter uma reunião com o presidente sírio Bashar Assad na sexta-feira.

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Enquanto Brahimi chegava a Damasco, a Força Aérea da Síria bombardeava bairros controlados por insurgentes em Alepo, maior cidade do país.

Brahimi também deverá se encontrar com líderes da oposição síria autorizada pelo governo. Brahimi disse, quando foi designado para o cargo, que a missão era "quase impossível". A visita de Brahimi durará três dias.

"Nós viemos para a Síria para discutir a situação com nossos irmãos. Existe uma crise e acreditamos que ela está ficando pior", disse Brahimi no aeroporto de Damasco. Ele substitui Kofi Annan, ex-secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que deixou frustrado a mediação da crise síria em agosto.

O conflito civil sírio, que começou em março de 2011, já deixou mais de 23 mil mortos, segundo ativistas, e mais de 250 mil refugiados, segundo a ONU. "Estamos confiantes que Brahimi entende os acontecimentos e a maneira de resolver os problemas, apesar de todas as complicações", disse Faisal Mekdad, vice-chanceler da Síria. "Estamos otimistas e desejamos boa sorte a Brahimi".

Confrontos

Enquanto soldados de Assad e os insurgentes combatiam perto de Damasco e em Alepo, caças do governo bombardearam a região montanhosa de Karam al-Jabal, na província de Alepo, matando quatro civis, disse o Observatório Sírio.

Em Alepo, rebeldes e tropas do governo lutavam nos bairros de Qaboun, Tariq al-Bab e Midan, este último considerado estratégico porque dá acesso ao centro da cidade. Em Tariq al-Bab, segundo o Observatório Sírio, um helicóptero do governo com metralhadores matou 11 pessoas. Não se sabe se as vítimas eram combatentes rebeldes ou civis. Na zona sul de Alepo, opositores sírios reportaram que caças do governo lançaram um bombardeio contra o bairro de Bustan al-Qasr.

Também nesta quinta-feira, o ministro da Defesa da França Jean-Yves Le Drian disse, em Beirute, que o governo francês não enviará armas à oposição síria.

Com AP e Dow Jones

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