Mediadores tentam evitar o caos no Quênia

'O que está acontecendo é indescritível', diz o diretor da Sociedade da Cruz Vermelha queniana, Abas Gullet

Agências internacionais,

02 Janeiro 2008 | 11h28

Mediadores internacionais e líderes da sociedade civil se mobilizaram nesta quarta-feira, 2, com o objetivo de encontrar uma solução pacífica para a crise no Quênia. A onda de violência que toma conta do país após as eleições já deixou mais de 250 mortos em diversas cidades.  Veja também:Violência já matou mais de 300Entenda a crise no Quênia Com reeleição do presidente Mwai Kibaki na última quinta-feira, 27, foi instaurada a pior crise de violência registrada no país nos últimos 25 anos. "O que está acontecendo aqui é imaginável e indescritível", afirmou o diretor da Sociedade da Cruz Vermelha queniana, Abas Gullet, depois de visitar algumas áreas mais afetadas no oeste do país. "Na área que visitamos tem aproximadamente uns 70.000 desabrigados", afirmou. Responsáveis ugandenses informaram que cerca de 100 membros da tribo que pertence Mwai Kibaki cruzaram a fronteira do Quênia com medo de serem assassinados pela multidão leal do líder opositor derrotado, Raila Odinga. Na terça-feira, 1, o pior incidente ocorreu na cidade de Eldoret, no oeste do Quênia, onde pelo menos 30 pessoas, entre elas 25 crianças, foram queimadas vivas dentro de uma igreja.  A secretária do Estado norte-americano, Condolezza Rice, e o secretário de Relações Exteriores britânico, David Miliband, publicaram um comunicado conjunto nesta quarta, 2, chamando os líderes políticos do Quênia a colocar um fim na violência e iniciar um diálogo político. "Chamamos os líderes políticos a comprometer-se para colocar um fim nesta crise, colocando em primeiro lugar os interesses democráticos do Quênia", declaram. Eles também pediram um futuro pacífico para o país. O jornal queniano Daily Nation publicou um chamamento, assinado por dois quenianos, um mediador diplomático da paz na Somália e um general que participou de um acordo de paz no Sudão, intitulado "Vamos dar uma oportunidade a paz e ao diálogo".

Mais conteúdo sobre:
Quênia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.