Diego Azubel/Efe
Diego Azubel/Efe

Médica e jornalista brasileiros comemoram após saírem do Nepal

Brasileiros narram cenas assustadoras vistas no terremoto de sábado e agradecem ajuda para deixar o país após a tragédia

Rene Moreira, especial para O Estado , O Estado de S. Paulo

29 de abril de 2015 | 16h46


FRANCA - Após muito sufoco, brasileiros que conseguiram deixar o Nepal comemoram a saída do país que enfrenta uma tragédia após o terremoto de sábado. O jornalista Gustavo Junqueira, de Ribeirão Preto, é uma dessas pessoas. Ele estava na loja no Templo dos Macacos, em Katmandu, quando o terremoto começou e conta ter sobrevivido por pouco, sendo o último a deixar o local antes que desmoronasse.

Nesta quarta-feira, 29, Junqueira estava em Londres se dizendo aliviado e ao mesmo tempo grato por todos que o ajudaram. "É uma lição de solidariedade e de agradecimento", falou. Ele foi ao país com três amigos e conta que, depois do terremoto, no caminho até o hotel onde estavam hospedados, viram as ruas cheias de pessoas assustadas e tentando se proteger.

Junqueira foi para o Nepal no início deste mês e fotografou cenas da destruição e do pânico que tomou conta do país. Antes de retornar ao Brasil, Junqueira deve permanecer mais um mês na Europa, onde fará o caminho de Santiago de Compostela.

A médica mineira Amália Lucy Querino foi outra que conseguiu sair do Nepal. Ela está em Nova Délhi, na Índia, e aguarda para retornar ao Brasil. Nesta quarta-feira, divulgou um vídeo para narrar tudo o que viveu naquele país e dizer aos amigos e parentes que está bem após o susto.

"É muito aterrorizante, principalmente, para nós brasileiros", afirmou a médica sobre os tremores. "Eu comparo como se fosse uma turbulência de avião muito forte", completa. Segundo ela, um dos momentos mais apavorantes que passou com uma amiga foi ao lado de um grande muro. Dois minutos depois, com o terremoto, ela já havia caído sobre veículos.

"Quando andamos mais um pouco e vimos dois postes caindo sobre carros, ficamos ainda mais assustadas". Ela contou que um grande problema no Nepal foi a falta de informação confiável, pois passado o primeiro tremor, a todo momento diziam que haveria outro ainda pior.

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