Médico acusa Israel de executar presos palestinos

Pelo menos 30 palestinos foram executados pelo Exército israelense durante a ocupação do hospital para mulheres de Ramallah, Al-Nazer, denunciou um médico da Cruz Vermelha árabe. De acordo com o doutor Awel Khaddham, quatro ambulâncias foram enviadas ao local, próximo ao quartel general de Yasser Arafat, mas foram bloqueadas pelo Exército de Israel. Uma enfermeira contou à Ansa ter visto os soldados israelenses disparando contra homens capturados no interior do edifício Der Harme, em Ramallah, onde policiais árabes estavam entrincheirados e realizaram as execuções. "Estava tudo tranqüilo quando os soldados chegaram, cercaram o hospital com tanques e começaram a disparar. Depois, sempre disparando, entraram no edifício Der Harme, que fica ao lado", disse a enfermeira Kabila. Ela contou ter visto alguns cadáveres, mas não soube precisar o número porque os soldados continuaram disparando e impediram os funcionários de deixarem o hospital. No clube islâmico Nahdi al-Islam, na cidade velha de Jerusalém testemunhas contaram que jovens palestinos foram detidos e em seguida foram ouvidos disparos de armas de fogo. As fontes acrescentaram que soldados israelenses também abriram fogo nos arredores de Betunia contra uma fábrica de chocolate e efetuaram disparos em pleno centro de Ramallah.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.