Médico de 'fábrica de bebês' na Tailândia vai se entregar, diz polícia

Tailandês realizava fertilização in-vitro em mulheres que recebiam dinheiro para ter o filho por outros casais

O Estado de S. Paulo

25 de agosto de 2014 | 16h22

 BANGCOC - Um médico tailandês que realizava fertilização in-vitro em mulheres, envolvido em um caso de barriga de aluguel que recebeu o nome de "fábrica de bebês", concordou em se entregar às autoridades, disse a polícia nesta segunda-feira.

No caso, um japonês é suspeito de ser o pai de pelo menos 12 bebês de mães tailandesas que cederam a barriga para ter filhos para outros.

Escândalos de abandono de crianças em esquemas de barriga de aluguel surgiram neste mês após alegações de que um casal australiano havia deixado seu bebê com síndrome de Down com uma mãe tailandesa que havia gerado o filho para o casal.

O caso levou as autoridades a tomarem medidas contra o não regulamentado negócio de barriga de aluguel na Tailândia, onde essa prática é comum, como na Índia.

O médico, procurado por sua ligação com a "fábrica de bebês", alegadamente realizou fertilização in-vitro em cinco mulheres. Ele não foi identificado e tem até 6 de setembro para se entregar.

O investigador de polícia coronel Decha Promsuwan disse que ele deverá fazer isso. "Ele está no processo de preparar e juntar provas", disse. Decha não deu detalhes, mas informou que um mandato de prisão seria emitido se ele não aparecesse.

O médico é acusado de praticar a medicina nessa área sem licença e violar o código tailandês de conduta médica, que proíbe fins comerciais para barriga de aluguel. Pode pegar até três anos de prisão. Mães de aluguel na Tailândia recebem até US4 12.500 para ter filhos, disse a polícia. / REUTERS

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