Médico de Michael Jackson é considerado culpado pela morte do cantor

Após seis semanas de julgamento, corte de Los Angeles declarou Conrad Murray culpado de homicídio sem a intenção de matar; ele pode pegar até 4 anos de prisão.

BBC Brasil, BBC

07 de novembro de 2011 | 20h00

O médico pessoal de Michael Jackson, Conrad Murray, foi considerado culpado nesta segunda-feira pela morte do cantor. O cardiologista estava sendo julgado por homicídio doloso, ou seja, quando não há a intenção de matar.

O médico permaneceu em silêncio, se mexendo em sua cadeira, enquanto o verecito era lido. Além de perder sua licença profissional, ele pode pegar até quatro anos de prisão.

O júri - composto por um negro, seis brancos e cinco hispânicos - deliberou durante dois dias para se chegar a um veredicto.

O astro da música pop morreu em 25 de junho de 2009, em sua casa em Los Angeles, vítima de uma overdose de anestésicos.

Do lado de fora da corte, fãs de Jackson celebraram a decisão, gritando "Culpado! Culpado!" durante a deliberação do júri.

Dose letal

Durante as seis semanas de julgamento, foram ouvidas 49 testemunhas e mais de 300 evidências foram apresentadas.

A promotoria afirmou que Murray, de 58 anos, deixou Jackson sozinho após ter lhe dado uma dose letal do poderoso anestésico propofol, para ajudá-lo dormir.

Apesar de ter mudado sua versão, o médico se declarou inocente o tempo todo, alegando que Jackson tomou o remédio por conta própria, depois de ele ter deixado o quarto.

Em seu argumento final, a promotoria disse que Murray causou a morte do cantor por negligência e privou os seus filhos da presença do pai, que era um "gênio".

Já a defesa argumentou que foi o vício de Jackson em remédios que causou a sua morte, à medida que ele tomou propofol sem a presença do médico. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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