Médico de Michael Jackson é indiciado por homicídio

O médico de Michael Jackson, doutor Conrad Murray, foi acusado formalmente por homicídio culposo pela morte do cantor. Os promotores anunciaram hoje as acusações contra o médico que pode pegar até quatro anos de prisão se for condenado. O advogado de Murray, Ed Chernoff, disse que o médico vai alegar inocência.

AE-AP, Agencia Estado

08 de fevereiro de 2010 | 18h25

Murray está se preparando para se entregar às autoridades ainda nesta segunda-feira.

Num breve comunicado publicado em seu site hoje, o principal advogado de Murray disse que seu cliente estava se preparando para se entregar no tribunal contíguo ao Aeroporto Internacional de Los Angeles às 13h30 (19h30 em Brasília). Veículos de emissoras de televisão e caminhões com conexões de satélite já estavam no estacionamento do tribunal antes do nascer do dia.

Murray tem sido o foco principal da investigação policial desde a morte de Jackson, que estava sob seus cuidados, no dia 25 de junho. Murray reconheceu que administrou o anestésico hospitalar propofol e outros sedativos que Jackson, que sofria de insônia crônica.

Murray havia sido contratado como médico particular do artista quando ele se preparava para uma monumental volta aos palcos em Londres. O médico deveria viajar com Jackson e teve de fechar seus consultórios em Houston e Las Vegas para se dedicar em tempo integral ao cantor.

A morte de pop star, de 50 anos, deixou a vida pessoal e profissional do médico no limbo. Havia boatos sobre a existência de crime mesmo antes do relatório do legista que informou que a morte de Jackson foi homicídio e apontou o propofol e outras drogas como a causa.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.