Médico de Serra Leoa com Ebola levado aos EUA está em estado grave

Um cirurgião de Serra Leoa contaminado pelo vírus Ebola que está sendo transferido para os Estados Unidos para tratamento está em estado grave, possivelmente mais grave do que qualquer outro paciente contaminado pela doença que já tenha sido tratado no país, informou neste sábado o Centro Médico de Nebraska. 

REUTERS

15 de novembro de 2014 | 17h48

O doutor Martin Salia, de 44 anos, residente permanente dos EUA e que contraiu o vírus enquanto trabalhava como cirurgião em um hospital de Freetown, em Serra Leoa, estava estável o suficiente para voar para os Estados Unidos e sua chegada a Nebraska estava prevista para as 20h (horário de Brasília).

"Embora não seja possível conhecer o estado exato de saúde do paciente até que os médicos possam avaliá-lo assim que ele chegar, as informações que chegam da equipe que cuidou dele em Serra Leoa indicam que ele está em estado grave, possivelmente mais grave do que os primeiros pacientes tratados com sucesso nos Estados Unidos", afirmou o hospital em Omaha, em comunicado.

Salia será o terceiro paciente com Ebola a ser tratado na Unidade de Confinamento Biológico do hospital do Nebraska desde que o surto de Ebola ganhou força em Serra Leoa, Guiné e Libéria neste ano. 

Salia era médico chefe do United Methodist Church Hospital de Kissy quando foi confirmado na terça-feira que ele contraiu Ebola. De acordo com as últimas informações da Organização Mundial da Saúde, pelo menos 5.177 pessoas morreram na pior epidemia de Ebola do mundo.

(Por Umaru Fofana)

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