Médico indiano acusado de terrorismo pode retornar à Austrália

O Tribunal rejeitou assim o recurso apresentado em agosto pelo então ministro de Imigração

EFE

21 de dezembro de 2007 | 01h24

O Tribunal Federal da Austrália revogou nesta sexta-feira a ordem de suspensão do visto do médico indiano Mohammed Haneff, que assim poderá retornar ao país, onde foi acusado de participação nos atentados de junho no Reino Unido. O Tribunal, com sede na cidade de Melbourne, rejeitou assim o recurso apresentado em agosto pelo então ministro de Imigração Kevin Andrews. A decisão judicial permitirá a Haneef voltar a trabalhar na Austrália, país que deixou em julho para retornar à Índia, onde mora a sua família. Mas o Ministério de Imigração ainda pode recorrer à Corte Suprema, segundo a imprensa australiana. O médico foi detido no aeroporto de Brisbane no dia 2 de julho, pouco depois dos atentados terroristas em Londres e Glasgow. Ele é primo em segundo grau de duas das pessoas detidas no Reino Unido por participação nos ataques. Inicialmente, a Polícia australiana informou que um cartão do telefone celular de Haneef tinha sido encontrado no carro utilizado para o atentado em Glasgow, no dia 30 de junho. Mas depois ficou demonstrado que a acusação era falsa. Mesmo liberado pela Justiça, o médico teve seu visto de trabalho suspenso.

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