Médico não foi condenado por ajudar a achar Bin Laden

O médico paquistanês Shakil Afridi, que ajudou a CIA a encontrar Osama bin Laden, foi sentenciado a 33 anos de prisão por conspirar com um comandante militante islamita, segundo documentos judiciais. O veredicto que pode tornar mais difícil os argumentos de Washington pedindo sua libertação.

AE, Agência Estado

30 Maio 2012 | 16h19

A sentença contra Afridi supostamente desmente a suposição de que ele havia sido condenado por seu envolvimento com a agência de espionagem norte-americana.

A decisão faz referência a uma prova não especificada, segundo a qual Afridi havia "atuado" junto a agências de inteligência estrangeiras, mas o judiciário passou a dizer que acusações relacionadas a esse respeito não poderiam ser consideradas, porque o tribunal não tem esse tipo de jurisdição.

A Associated Press obteve uma cópia do documento de cinco páginas, que foi citado pela primeira vez pelo jornal paquistanês Dawn, nesta quarta-feira.

No início desta semana, a família de Afridi e seus advogados disseram que ele era inocente e que iria apelar do veredicto. Eles se recusaram a comentar a relação do médico com a CIA. O julgamento foi realizado num tribunal de uma região tribal perto do Afeganistão. Uma autoridade política, após consultar anciões tribais, determinou segredo para o caso. As informações são da Associated Press.

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