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Médico paquistanês é condenado por ajudar CIA a achar Bin Laden

Ele foi sentenciado a 33 anos de prisão por traição, segundo canais de TV e funcionário do governo local

REUTERS

23 Maio 2012 | 11h07

PESHAWAR - Shakil Afridi, um médico paquistanês acusado de ajudar a CIA a localizar Osama bin Laden, foi sentenciado a 33 anos de prisão por traição, segundo canais de TV e um funcionário do governo local.

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Afridi foi acusado de promover uma falsa campanha de vacinação que teria ajudado a agência norte-americana de inteligência a localizar Bin Laden em uma cidade paquistanesa, onde ele foi morto em maio numa operação de forças especiais dos EUA.

A condenação do médico deve enfurecer os EUA num momento delicado, em que os dois países estão envolvidos numa complicada negociação para a reabertura das rotas de suprimento para as forças da Otan no vizinho Afeganistão.

Autoridades norte-americanas esperavam que o Paquistão, beneficiário de bilhões de dólares da ajuda norte-americana, fosse libertar Afridi, que havia sido preso depois da operação que matou Bin Laden e estremeceu as relações bilaterais.

Em janeiro, o secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, disse a uma TV que Afridi e sua equipe foram cruciais na localização de Bin Laden, mas insistiu que o médico não cometeu traição nem prejudicou o Paquistão.

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