Al-JAzira/AP
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Médico que ajudou a localizar Bin Laden pode ser julgado por alta traição

Paquistanês foi detido pelo serviço de inteligência; Estados Unidos mostram-se preocupados

Efe

30 de janeiro de 2012 | 08h06

ISLAMABAD - A comissão paquistanesa que investiga a morte de Osama bin Laden em uma operação dos Estados Unidos pediu que o médico que colaborou com a CIA (agência de inteligência americana) para localizar o líder da Al-Qaeda seja julgado por alta traição, informou a imprensa local nesta segunda-feira, 30.

 

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A chamada Comissão de Abbottabad, cidade ao norte de Islamabad onde se refugiava Bin Laden, solicitou que se abra um processo judicial contra o médico Shakil Afridi por trabalhar para a inteligência americana, segundo o jornal The News.

 

Afridi organizou uma campanha de vacinas em Abbottabad para tentar obter mostras de sangue de algum parente de Bin Laden, e verificar assim sua presença em um local da cidade, infestada de instalações militares.

 

O médico, com o qual os EUA expressaram preocupação, foi detido pelos serviços secretos paquistaneses (ISI) poucas semanas depois da morte do líder da Al-Qaeda em uma operação especial dos EUA em maio do ano passado.

 

Fontes do ISI confirmaram no ano passado que o médico, contra o que ainda não se apresentaram acusações em um tribunal civil, estava em mãos dos serviços secretos, mas recusaram dar mais detalhes. Até agora não foi divulgado o que vai acontecer com o médico, embora fontes oficiais anônimas paquistanesas o acusaram na imprensa de "alta traição". 

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