Médico que atendeu paciente com ebola nos EUA não detectou febre

Joseph Howard Meier, médico da sala de emergência que inicialmente tratou Thomas Eric Duncan, liberiano infectados com ebola, disse que não sabia o país de origem do homem ou

Estadão Conteúdo

07 de dezembro de 2014 | 20h46

que ele tinha 39,5 graus Celsius de febre pouco antes de ele deixar o hospital em Dallas, nos EUA.

Duncan foi liberado na madrugada de 26 de setembro, cerca de meia hora depois de seus registros médicos indicam que ele teve uma febre alta que, um potencial sintoma de ebola. Meier disse ao jornal The Dallas Morning News que não viu a leitura de temperatura no prontuário de Duncan. "Eu não tinha conhecimento de uma febre de 39,5 graus", afirmou o médico. "Elas aparecem no prontuário, mas eu não vi."

Duncan voltou ao Hospital Presbiteriano do Texas, em Dallas, dois dias depois em uma ambulância e foi rapidamente diagnosticado com ebola. Ele morreu em 08 de outubro. A irmã e a noiva de Duncan disseram que ele contou à equipe médica na primeira visita ao hospital que era da Libéria, embora os registros médicos indiquem apenas que Duncan era da África. O hospital já reconheceu erros e disse que os registros não deixaram claro o histórico de viagem do paciente.

O caso de Duncan desencadeou uma corrida por parte das autoridades americanas para monitorar dezenas de pessoas que, potencialmente, tiveram contato com ele, inclusive nos dias após a sua libertação do hospital. Nenhuma dessas pessoas testaram positivo para o vírus. Duas enfermeiras foram infectados durante o tratamento, mas se recuperaram. Fonte: Associated Press.

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