Médico resiste em dizer que Sharon não voltará ao cargo

O chefe do Departamento de Neurocirurgia do Hospital Hadassah, Felix Umansky, desautorizou hoje o médico argentino José Cohen, que afirmara que Ariel Sharon não poderia voltar ao cargo de primeiro-ministro. Numa rápida entrevista, depois do briefing à imprensa, Umansky disse que não se pode fazer esse tipo de afirmação neste momento. Também nascido na Argentina, Umansky foi o responsável pela contratação de Cohen, de 39 anos, que conheceu numa conferência na Argentina, e que em 2002 montou a Unidade de Neurocirurgia Endovascular do hospital.José Cohen disse que Ariel Sharon nunca voltaria ao cargo, mas Umansky preferiu adotar um tom mais cauteloso. "Não se pode falar dessa forma. Não podemos dizer, neste momento, quais vão ser as funções cognitivas dele. Poderá falar, caminhar? Não podemos dizer nada disso. É preciso ser realista. Esta é uma profissão que se tem de ser realista, e não fazer suposições. Em quanto tempo se poderá saber? À medida em que ele for melhorando, iremos comunicando. Então, poderemos falar de forma mais... Estamos somente no princípio", declarou.

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