Médico revela inferno na prisão

O médico palestino que ficou preso na Líbia junto com cinco enfermeiras búlgaras por oito anos e meio, sob acusação de infectar mais de 400 crianças com o vírus do HIV, afirmou que foi torturado durante o tempo em que ficou preso. Em um relato publicado em primeira pessoa na última edição da revista alemã ?Der Spiegel?, Ashraf Alhajouj descreve com detalhes os tipos de tortura aos quais foi submetido. "Nos primeiros dias, me trancaram com três cachorros que me atacaram", conta. Segundo Alhajouj, muitas vezes os torturadores o colocavam nu na mesma sala que as enfermeiras e todos eram torturados juntos. O médico palestino afirma também que recebeu choques em seus genitais e que as enfermeiras foram estupradas.

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