Médicos estudam alta de ex-presidente indonésio Suharto

Ex-ditador lidera relação de dirigentes mais corruptos do Banco Mundial e da Transparência Internacional

EFE

20 de janeiro de 2008 | 06h54

Os médicos que cuidam do ex-presidente indonésio Suharto discutem uma possível alta para os próximos dias para que ele possa continuar com sua recuperação em sua residência, após a aparente melhora de seu estado de saúde, informa neste domingo a imprensa local. Christian Johanes, um dos médicos, disse que Suharto segue em condição crítica, mas que os níveis de hemoglobina em seu sangue já estão estáveis e por enquanto ele não precisa de mais transfusões. No entanto, ele ainda não pode respirar sem aparelhos. O paciente permanece consciente, mas fraco, e responde a comunicações verbais. O ex-ditador governou com mão de ferro a Indonésia de 1967 a 1998, quando renunciou num cenário de crise econômica e revolta popular. Ele lidera as listas de dirigentes mais corruptos das últimas décadas do Banco Mundial e da organização Transparência Internacional, mas nunca foi levado aos tribunais, com seus advogados alegando a sua idade avançada e o seu delicado estado de saúde. No dia 4 de janeiro, foi internado com hipotensão, edema e outros problemas no Hospital Pertamina, em Jacarta.

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