Médicos operarão pais esterilizados que perderam filhos na China

Calcula-se que cerca de 7.000 crianças morreram e 16.000 ficaram feridas no terremoto

EFE,

07 de junho de 2008 | 03h08

Uma equipe de médicos e cirurgiões será enviado à região do sudoeste da China atingida pelo terremoto do 12 de maio e operará pais esterilizados que perderam seus filhos no terremoto para que possam voltar a ter descendência, informou neste sábado a agência oficial "Xinhua". A equipe intervirá cirurgicamente naqueles pais e mães que tenham perdido seus filhos, queiram formar novamente uma família e não possam fazê-lo porque no passado foram esterilizados, explicou Zhang Shikun, especialista da Comissão Nacional de Planejamento Familiar, responsável da política do "filho único". Calcula-se que cerca de 7.000 crianças morreram e 16.000 ficaram feridas no terremoto com epicentro em Wenchuan, muitos deles filhos únicos. Muitos deles morreram na derrubada de escolas na região do terremoto, o que há causou a ira de muitos pais, já que consideram que muitos prédios escolares eram demais antigos ou tinham sido construídos com materiais pouco resistentes. A política do "filho único", iniciada no final dos 70 para frear a superpopulação no país asiático, contempla, entre outras exceções, a possibilidade que os pais tenham um segundo filho se o primeiro morre ou sofre alguma desvalia, seja no nascimento ou por causa de um acidente. A esterilização de pais que já tiveram um filho é prática corrente dentro da política de controle demográfico: em geral é fomentada através de campanhas de conscientização, embora alguma vezes tenham sido usados castigos a famílias que descumpriram a lei do "filho único". A China assegura que a política do "filho único" conseguiu evitar 400 milhões de nascimentos em 30 anos, estabilizando o crescimento da população nacional, que começará a cair antes de meados do século.

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