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Leonardo Fernandez Viloria/REUTERS
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Médicos pedem investigação sobre venda ilegal de vacinas na Venezuela

Carta enviada ao procurador-geral Tarek Saab destaca perigos do mercado clandestino e exige divulgação imediata de plano de imunização nacional

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2021 | 15h55

CARACAS - A Academia Nacional de Medicina da Venezuela pediu nesta sexta-feira, 28, que o país abra uma investigação sobre vendas ilegais de vacinas contra a covid-19 e afirmou que a "lentidão" no processo de imunização estimula a prática criminosa.

Em uma carta, a academia pediu ao procurador geral, Tarek Saab, que determine a veracidade das informações sobre o suposto mercado ilegal abastecido com vacinas que estão sob a custódia do Estado venezuelano. O objetivo é identificar responsáveis, diz o texto.

Os médicos também destacaram os perigos que o mercado ilegal traz à saúde da população venezuelana. "As dosagens podem não ter cumprido a devida manutenção da cadeia de frio essencial para sua viabilidade como produto biológico", diz o texto, acrescentando que o produto pode também não ter a formulação adequada.

A entidade cobrou o Ministério da Saúde a divulgação imediata do plano de vacinação a fim de identificar aspectos técnicos inerentes aos grupos prioritários que serão vacinados, os períodos de tempo para imunização, as quantidades disponíveis e outras questões.

De acordo com organizações nacionais e internacionais, a Venezuela está entre os países da América Latina com menores taxas de vacinação contra a covid-19, uma situação que o governo do presidente Nicolás Maduro evita mencionar.

A quantidade de vacinas que chegaram ao país não é conhecida com precisão, pois os dados anunciados pelas autoridades são contraditórios, variando em até 500 mil unidades, dependendo de quem os divulga. /EFE

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