Victor J. Blue/The New York Times
Victor J. Blue/The New York Times

Médicos Sem Fronteiras diz que declarações de EUA e Afeganistão indicam crime de guerra

Secretário de Defesa dos EUA prometeu investigar para saber se o Exército americano teve envolvimento no ataque ao hospital de Kunduz; Otan pede investigação completa e transparente

O Estado de S. Paulo

06 Outubro 2015 | 10h31

GENEBRA - A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) informou nesta terça-feira, 6, que está trabalhando com a suposição de que o bombardeio aéreo a um hospital da entidade na cidade afegã de Kunduz no fim de semana foi um "crime de guerra".

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Ash Carter, prometeu uma investigação completa para determinar se o Exército americano teve envolvimento no ataque ao hospital, em que 22 pessoas morreram, mas alertou que iria demorar para juntar informações.

Joanne Liu, presidente do MSF Internacional, disse em nota: "Comunicados do governo afegão informaram que forças do Taleban estavam usando o hospital para atirar contra forças da aliança. Esses relatos implicam que forças afegãs e americanas trabalhando juntas decidiram derrubar um hospital totalmente funcional, o que pode ser julgado como um crime de guerra".

Otan. A Otan espera conhecer todos os detalhes da investigação que abriu sobre o ataque ao hospital do Médicos Sem Fronteiras para poder chegar a uma conclusão sobre o ocorrido, disse hoje o secretário-geral da aliança, Jens Stoltenberg.

“O trágico incidente (em Kunduz) é um assunto sério e por isso é importante colocar todos os fatos sobre a mesa”, disse em uma coletiva de imprensa. Ele ainda destacou a necessidade de uma investigação “completa e minuciosa” realizada “de maneira transparente”.

Ao conhecer essas informações, é possível “ter uma base melhor para se chegar às conclusões” e ver de que maneira as operações devem ser feitas para evitar que isso se repita no futuro, disse Stoltenberg.

O secretário declarou tristeza pelo ocorrido e enviou suas condolências às famílias das vítimas. Além disso, explicou que “a situação de segurança no Afeganistão continua sendo um desafio” e que a Otan planeja continuar fornecendo apoio. /REUTERS e EFE

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