Médicos Sem Fronteiras é atacado na Somália

Milicianos emboscaram um comboiotransportando nove funcionários de agências de ajudainternacionais e, em seguida, atacaram um complexo do grupofrancês Médicos Sem Fronteiras (MSF) ao norte de Mogadíscio,capital da Somália. Segundo testemunhas, pelo menos oito somalisforam mortos e 30 milicianos ficaram feridos. Nenhum dostrabalhadores estrangeiros, entre eles seis funcionários da ONU,foi atingido. De acordo com versões que circulavam na capital,os milicianos estavam resolvendo uma disputa particular com osseguranças somalis dos grupos de ajuda. O ministro do Interior da Somália, Dahir Dayad, afirmou que ocomplexo dos MSF fora saqueado e que as tropas governamentaisenviadas ao local ainda lutavam contra os milicianos na tarde dehoje. Segundo os MSF e uma porta-voz da ONU, cinco funcionários deagências de ajuda - dois espanhóis e um francês e doisempregados da ONU - estavam a salvo em uma casa ao norte dacapital. Os outros quatro foram divididos em dois grupos e seencontram em locais controlados pela facção do líder Musa SudeYalahow. Por sua vez, Abdulkadir Mohamed Mohamud, um aliado de Yalahow afirmou que os nove estrangeiros estavam a salvo. Segundo ele,"ninguém deve trabalhar para o governo". "Tudo o que nósqueremos é mostrar para a comunidade internacional queMogadíscio não é um local seguro", disse Mohamud. "Nóslibertaremos (os estrangeiros) brevemente". Apesar do estabelecimento de um novo governo em setembro doano passado, depois de quase uma década de anarquia na Somália,poucos estrangeiros moram ou trabalham em Mogadíscio. O novogoverno controla apenas uma pequena porção do país e um grupomiliciano oposto ao governo montou uma organização paracombatê-lo.

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