Medida indica reforma maior, avalia piloto

A autorização para votar nas eleições de 2015 é "mais do que apenas um passo" na direção de uma conquista mais ampla de direitos pelas sauditas, avalia Hanadi Hindi, primeira mulher a pilotar um avião no reino.

FELIPE CORAZZA, O Estado de S.Paulo

26 Setembro 2011 | 03h02

Em entrevista ao Estado, Hanadi celebrou a medida e disse que o rei Abdullah está a cada dia mais sensível à questão feminina. "É uma mudança muito significativa e estamos muito felizes. Lutamos por nossos direitos há muito tempo e as coisas estão começando a mudar", ressaltou Hanadi, que trabalha para um dos príncipes.

Ela lembra que a recente atenção do reino à questão das mulheres tem raízes nas revoltas em outros países da região. Para ela, o rei teme um levante popular como os que derrubaram governos na Tunísia, no Egito e na Líbia.

A pressão que a primavera árabe colocou sobre o governo saudita também tem influenciado na velocidade do processo, acredita Hanadi. "Cinco anos atrás, tudo estava parado. Agora, as coisas estão se movendo muito rapidamente", disse. Autorizar o voto feminino, na avaliação da piloto, é o primeiro sinal de reformas mais amplas. "Somos qualificadas e vamos, finalmente, conquistar nossos direitos de forma ampla. A permissão para dirigir é uma questão de tempo e as coisas estão mudando", disse.

A proibição de que mulheres dirijam ganhou destaque recentemente quando algumas delas desafiaram a lei e conseguiram passear ao volante sem serem pegas.

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