Medidas de emergência despertam polêmica na Colômbia

O presidente Alvaro Uribe refutou os que afirmam que a Colômbia se encaminha para uma ditadura e explicou que as medidas de emergência por ele decretadas buscam enfrentar e derrotar o terrorismo, respeitando os direitos humanos. O governo outorgou aos militares, através de decreto na terça-feira, poderes judiciais para deter suspeitos e proceder a buscas em residências; criou zonas sob controle militar nas quais se poderá restringir a circulação de pessoas, e autorizou a interceptação de comunicações mediante prévia ordem judicial."Este é um passo rumo à ditadura e o retorno ao estado de sítio porque agora se pode prender suspeitos, vistoriar nossas residências e confinar pessoas sem ordem judicial", disse o senador liberal Héctor Elí Rojas em meio a uma acalorada polêmica no Congresso. Segundo o decreto baixado ontem, estas autorizações só poderão ser utilizadas quando "haja urgência insuperável e a necessidade de proteger um direito fundamental em grave ou iminente perigo". Antes de viajar nesta quarta-feira para Nova York, para assistir às comemoraçòes pelo primeiro aniversário dos ataques terroristas de 11 de setembro, Uribe deu as boas-vindas à controvérsia, mas assegurou que as medidas "respeitam em sua integridade os direitos humanos". "(As medidas) não são para calar a controvérsia, são para enfrentar o terrorismo. A Colômbia precisa de controvérsia, de vibrações democráticas, dinâmica democrática e a isto se opõe esta violência que vamos enfrentar e derrotar", afirmou.

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