Medidas dos EUA são limitadas e não modificam bloqueio, diz Cuba

Alívio de restrições promovido é positivo, mas tem pouco alcance, segundo Havana

Efe e Agência Estado

17 de janeiro de 2011 | 02h03

HAVANA - O governo de Raúl Castro declarou neste domingo, 16, que considera "positivas", mas de alcance "muito limitado" as últimas medidas em relação a Cuba anunciadas pelos EUA que, segundo Havana, "não modificam" a política de "bloqueio e desestabilização" contra a ilha.

 

Na última sexta-feira, 14, a Casa Branca aliviou as restrições de viagem para Cuba e afirmou que os americanos poderão enviar dinheiro livremente ao país. Com as mudanças, instituições religiosas e universidades envolvidas em estudos acadêmicos poderão organizar viagens a Cuba sem permissão prévia do governo dos EUA. As medidas passam a valer em duas semanas.

 

Não é a primeira vez que o presidente dos EUA, Barack Obama anuncia mudanças na política sobre Cuba. Em abril de 2009, ele permitiu que americanos com familiares em Cuba pudessem visitar o país e enviar-lhes dinheiro, mesmo que de forma limitada.

 

Em setembro do ano passado, o presidente Raúl Castro anunciou a demissão de 500 mil funcionários públicos, que passarão a trabalhar no setor privado. A medida visa estimular a economia cubana, que vive à beira do colapso. O congresso do Partido Comunista discutirá as reformas econômicas. Havana promete, no entanto, seguir o caminho do socialismo.

 

Também no ano passado, em julho, Raúl prometeu libertar  52 presos políticos como resultado do processo de diálogo aberto com a Igreja Católica cubana e apoiado pela Espanha. Os dissidentes presos são os remanescentes dos 75 presos na onda repressiva da Primavera Negra de 2003.

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