Medidas não contêm aftosa na Europa

Segundo os veterinários britânicos, os casos de febre aftosa que surgiram há 31 dias podem multiplicar-se no Reino Unido nos próximos meses.O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, anunciou nesta sexta-feira novas medidas para tentar acabar com a crise da doença no Reino Unido. Blair, depois de participar de uma reunião com autoridades européias em Estocolmo, informou que seu governo vai reduzir o tempo para que os animais infectados sejam sacrificados no prazo máximo de 24 horas. Já foram sacrificados 270 mil animais, e 150 mil estão esperando para serem mortos. E enquanto o número de animais doentes se propaga a uma taxa alarmante na Grã-Bretanha, as medidas adotadas têm fracassado em impedir que o vírus cruze as fronteiras da Irlanda, França e Holanda. A Irlanda, que já chamou o Exército para contribuir para conter a crise no país, começou a sacrificar milhares de animais em seus pastos. O governo holandês também já decretou várias medidas e se prepara planejar uma operação mais ampla de sacrifício se a crise piorar. O governo inglês gastou 108 milhões de libras para compensar os criadores de gado pelos animais sacrificados e espera receber mais 150 milhões de libras da União Européia. Blair assegurou nesta sexta-feira, na Suíça, que a prioridade do país é dominar a epidemia e depois ajudar na reconstrução dos setores de produção de gado e turísticos, muito prejudicados pelo surto da doença. A comissão européia de febre aftosa da Organização das Nações Unida para a Agricultura e Alimentação (FAO) pediu nesta sexta-feira em Roma maior cooperação internacional e um reforço das medidas preventivas para enfrentar a situação "explosiva" na Europa. A FAO insisistiu em que hoje o setor agrícola enfrenta uma grave crise nessa época de globalização, com a perda de confiança dos consumidores depois do surto de "vaca louca", do debate sobre os transgênicos e a atual epidemia da febre aftosa.

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