Mediterrâneo tem 10 mortes ao dia, diz ONU

A Organização das Nações Unidas (ONU) informou ontem que uma média de dez imigrantes morreram por dia, este ano, na tentativa de fazer a travessia do Mar Mediterrâneo para chegar à Europa. No total, 3,2 mil já perderam suas vidas até outubro ao fazer essa rota.

Jamil Chade , CORRESPONDENTE / GENEBRA, O Estado de S.Paulo

28 Outubro 2015 | 02h01

O fluxo de refugiados para a Europa bateu mais um recorde e, segundo dados apresentados pela ONU, mais de 700 mil pessoas chegaram à Europa pelo Mediterrâneo este ano.

No total, 705,2 mil migrantes e refugiados cruzaram o mar. Desses, que 562 mil chegaram à Grécia, principalmente, a partir da Turquia, atravessando trechos até as ilhas mais próximas.

Atenas já recebe 64% dos desembarques e, com a pior crise econômica em décadas, a onda de estrangeiros tem deixado o país à beira de um desastre humanitário. "O número de chegadas continua sendo elevado na Grécia, apesar do agravamento das condições meteorológicas durante o fim de semana", anunciou a Organização Internacional de Migrações (OIM) em um comunicado.

As entidades internacionais apostavam que o fim do verão reduziria o fluxo de estrangeiros, mas não foi o que ocorreu. Outubro, tradicionalmente um mês mais calmo na travessia de barcos com migrantes, acabou batendo um recorde.

Neste mês, já foram 179 mil travessias, o maior número mensal da história e 81% superior às taxas de 2014.

Desse grupo, mais de 99 mil desembarcaram na pequena ilha grega de Lesbos, 22 mil em Quios, 21,5 mil em Samos e outros 7,5 mil em Leros. Apenas no fim de semana, foram 10 mil desembarques nas ilhas. No sul da Itália, outras 140 mil pessoas desembarcaram neste ano.

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