Medo da gripe H7N9 motiva restrições em aeroportos asiáticos

Vários governos da Ásia decidiram reforçar a triagem de passageiros que desembarcam da China, num esforço para impedir a proliferação de uma nova cepa da gripe aviária que já matou 23 pessoas no país e contaminou um visitante de Taiwan.

SUI-LEE WEE, Reuters

25 de abril de 2013 | 09h57

O vírus H7N9 já infectou 109 pessoas na China desde sua descoberta, em março. A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse não haver indícios por enquanto sobre uma transmissão regular entre pessoas, mas acrescentou que a transmissão é mais fácil do que no caso da cepa H5N1, uma foram mais letal dagripe viária, que já matou centenas de pessoas no mundo todo em uma década.

Na quarta-feira, Taiwan registrou o primeiro caso do H7N9 fora da China continental. O governo local disse que irá fazer exames em passageiros aéreos que apresentem sintomas suspeitos.

O primeiro contaminado na ilha, um homem de 53 anos que esteve na cidade de Suzhou (leste da China), está hospitalizado e afirma não ter tido contato com aves.

O Vietnã começou a verificar a temperatura de todos os visitantes em seus aeroportos, disseram autoridades na quinta-feira, e o Japão disse que autorizará a partir de maio "inspeções termográficas" em pessoas que cheguem da China por via aérea ou marítima.

Autoridades tailandesas também disseram que preparam um plano para impedir a difusão do novo vírus, e o Ministério da Saúde de Cingapura informou que o pequeno país "se mantém em alerta elevado".

A chegada da nova gripe a Taiwan causou nesta quinta-feira uma queda nas ações de companhias aéreas locais. No entanto, a maioria das empresas aéreas asiáticas disse não ter notado nenhuma redução significativa nas reservas dos seus voos para a China.

Alguns países reforçaram também a vigilância sobre aves importadas da China, onde algumas amostras animais já tiveram resultados positivos para o H7N9.

O Vietnã informou que desde o começo de abril já proibiu a importação de aves da China. As Filipinas, que proibiram tais importações da China desde 2004, estão reforçando as medidas de quarentena para todos os produtos avícolas.

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