REUTERS/Eric Gaillard
REUTERS/Eric Gaillard

Medo de atentados terroristas faz turismo na França diminuir no mês de julho

Visitantes de fora da Europa se sentem desencorajados a viajar à região em razão dos recentes ataques perpetuados por militantes islâmicos

O Estado de S.Paulo

07 Agosto 2016 | 16h45

PARIS - O número de noites passadas em hotéis franceses por turistas estrangeiros caiu 10% em julho em comparação com o mesmo período de 2015. Visitantes de fora da Europa sentem-se desencorajados pelos recentes ataques de militantes islâmicos, segundo o secretário de Estado de Turismo da França, Matthias Fekl.

A indústria do turismo, um importante motor da economia do país, sofre desde que atiradores do Estado Islâmico (EI) mataram 130 pessoas em um atentado em Paris em 2015. Além disso, em julho, um jihadista matou 85 pessoas ao jogar um caminhão contra uma multidão na cidade de Nice, na Riviera Francesa. Duas semanas depois, dois homens mataram um padre em uma pequena cidade da Normandia, também na França.

Fekl disse em entrevista ao jornal Le Journal du Dimanche que viajantes de alto padrão de gastos, como turistas dos Estados Unidos e da Ásia, haviam sido particularmente desencorajados pelos ataques. O secretário afirmou ainda que Paris foi mais afetada que os destinos das províncias, onde houve um aumento de 2%.

Cerca de 80% dos visitantes da França são europeus que, em geral, mantiveram suas viagens. Por enquanto, os britânicos não cancelaram suas férias no país apesar do Brexit. "Saberemos no final do verão se diminuíram suas despesas em razão da desvalorização da libra", acrescentou.

O secretário de Estado lembrou também que em 2015 a França registrou um recorde de 85 milhões de turistas apesar de já ter ocorrido o atentado de janeiro contra a revista satírica Charlie Hebdo. "Os veículos de imprensa de todo o mundo mostraram a unidade do povo francês. Temos de estar orgulhosos de nossa forma de vida", explicou.

Fekl indicou que a França tem a intenção de se manter como primeiro destino turístico do mundo e garantiu que o governo manterá a ajuda para modernizar a oferta. / Reuters e EFE

Veja abaixo: Por que a França virou alvo de ataques?

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