Medo de terremotos leva espanhóis às ruas

Apavorados pelos tremores de quarta-feira, milhares de habitantes de Lorca, em Múrcia, [br]passam a noite ao relento

, O Estado de S.Paulo

13 de maio de 2011 | 00h00

LORCA, ESPANHA

O número de vítimas dos terremotos que atingiram a cidade de Lorca, na Espanha, subiu ontem para nove, após a morte de uma mulher de 41 anos, que estava internada em estado grave. Autoridades informaram que 293 pessoas ficaram feridas. Com medo de réplicas dos tremores, entre 10 mil e 15 mil habitantes passaram a noite em parques, praças e estacionamentos, segundo a prefeitura de Lorca.

Os milhares de moradores da região que passaram a noite ao relento sentiram a terra tremer cerca de 30 vezes ontem à noite, segundo informou o jornal El País. O prefeito de Lorca, Francisco Jódar, prometeu abrigar todos os cidadãos que não pudessem voltar para casa "em hotéis, albergues e acampamentos com tendas". Cerca de 10 mil barracas foram montadas na cidade.

Cerca de 800 homens da Unidade Militar de Emergências e da polícia reviraram os escombros causados pelos terremotos de 4,5 graus e 5,1 graus na escala Richter que atingiram Lorca em um intervalo de uma hora e meia na quarta-feira.

Técnicos em segurança vistoriaram 40% dos imóveis da cidade. Desse total, mais da metade não tem condições de abrigar os moradores - em 39%, os cidadãos podem entrar para recolher seus pertences, mas 17% acabaram totalmente interditados.

As informações sobre os danos, no entanto, são desencontradas. Ontem pela manhã, as autoridades locais afirmavam que cerca de 80% dos prédios foram danificados pelos tremores. Após os dados sobre as avaliações de segurança serem divulgados, contudo, o conselheiro de Justiça e Segurança de Múrcia afirmou que 90% das construções não teriam sofrido danos estruturais.

Desaparecido. Até ontem, um menino de 3 anos, uma mulher de 36 anos e uma idosa de 73 anos estavam internados em estado grave. Segundo autoridades municipais, duas mulheres grávidas estavam entre os mortos e uma pessoa ainda permanecia desaparecida.

Por causa das rachaduras causadas pelos terremotos, uma estrada regional continuava interditada ontem. Na principal via que corta a cidade, uma pista alternativa teve de ser colocada em operação para que os danos não atrapalhassem a circulação de veículos. / EFE e AFP

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