Medvedev anuncia plano russo de modernização militar

O presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, declarou hoje que a expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o terrorismo internacional e os conflitos locais transformaram o poderio nuclear de seu país na prioridade de um ambicioso plano de modernização militar que será colocado em prática apesar dos problemas financeiros enfrentados por Moscou. As declarações, feitas durante uma reunião de cúpula das Forças Armadas da Rússia realizada hoje, refletem uma desconfiança profundamente enraizada com relação às intenções dos Estados Unidos apesar de o novo presidente americano, Barack Obama, assegurar que buscará a melhora das relações entre Washington e Moscou.

AE-AP, Agencia Estado

17 de março de 2009 | 12h19

As relações entre EUA e Rússia chegaram ao pior nível no pós-Guerra Fria durante o governo George W. Bush, cujos planos de desenvolver um sistema de mísseis no leste da Europa e de atrair ex-repúblicas soviéticas para sua esfera de influência irritaram profundamente o Kremlin. A Rússia opõe-se firmemente aos planos filiação da Ucrânia e da Geórgia à Otan. Funcionários russos têm manifestado a esperança de que Obama cancele os planos de expansão da aliança atlântica e abandone a ideia de instalar componentes de um sistema antimísseis na Polônia e na República Checa.

Ao longo da última década, a alta do mercado de petróleo permitiu à Rússia quadruplicar seus gastos militares e iniciar a modernização de seus arsenais. No entanto, a atual crise financeira colocou em dúvida a continuidade dessa modernização. Medvedev, porém, promete que a modernização persistirá. Oficiais das Forças Armadas afirmam que o governo russo prevê 1,5 trilhão de rublos (US$ 43 bilhões) em compras de armas este ano, dos quais 25% serão usados na modernização do poderio nuclear do país.

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