Medvedev diz que sem escudo antimíssil, haverá corrida armamentista

Rússia será obrigada a 'tomar a decisão de desdobrar meios de ataque' caso não haja acordo

Efe

30 de novembro de 2010 | 11h48

Declarações de Medvedev foram feitas durante discurso ao Parlamento.

 

MOSCOU - O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, advertiu nesta terça-feira, 30, que se em um prazo de dez anos não houver um acordo para criar um sistema antimíssil comum, há o risco de ocorrer uma nova corrida armamentista.

 

"Para os próximos dez anos, duas alternativas nos esperam: ou alcançamos um acordo sobre defesa antimíssil e encontramos um mecanismo conjunto de cooperação, ou terá início uma nova espiral da corrida armamentista", declarou Medvedev em sua mensagem anual ao Parlamento da Rússia, transmitida ao vivo pela televisão.

 

O chefe do Kremlin disse que caso não haja acordo, a Rússia se verá obrigada a "tomar a decisão de desdobrar novos meios de ataque".

 

O presidente russo lembrou que durante a recente cúpula entre a Rússia e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), realizada em Lisboa, "compartilhou considerações" sobre a criação de uma "possível estrutura de defesa antimíssil europeia que conjugue os potenciais da Rússia e da Otan e garanta a todos os países da Europa proteção contra ataques".

 

Por outro lado, o presidente também afirmou que "a Rússia está disposta a trabalhar conjuntamente com todos os países interessados para consolidar o mecanismo de não proliferação de tecnologias para a construção de mísseis".

 

Medvedev voltou a qualificar de "tarefa fundamental" a criação de um "novo Exército, altamente tecnológico e móvel" e antecipou que em breve será instituída uma "estrutura especial" que se encarregará da "busca e desenvolvimento de tecnologias" para as Forças Armadas.

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