Medvedev pede a Obama que se evite morte de civis na Líbia

Comunicado do Kremlin relata que presidentes conversaram sobre ofensiva contra Kadafi

estadão.com.br

24 de março de 2011 | 15h02

O presidente russo Dimitri Medvedev pediu ao seu homólogo norte-americano, Barack Obama, que as mortes de civis líbios fossem evitadas durante a intervenção militar contra as forças do ditador Muamar Kadafi.

 

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"O presidente ressaltou a necessidade de prevenir vítimas entre a população civil", afirmou comunicado de Kremlin nesta quinta-feira.

 

Ataque prolongado. A coalizão das potências ocidentais pode levar dias ou semanas para destruir as Forças Armadas de Muamar Kadafi, mas não meses, disse o ministro de Relações Exteriores da França, Alain Juppe.

 

Aviões de guerra da coalizão atacaram a Líbia pela quinta noite seguida nesta quinta-feira, mas ainda não conseguiram impedir que os tanques de Kadafi sigam bombardeando cidades controladas pelos rebeldes ou desalojar suas forças de um ponto estratégico no leste do país.

 

"A destruição da capacidade militar de Kadafi é uma questão de dias ou semanas, certamente não de meses", disse Juppe a jornalistas. Ele também defendeu o ritmo da operação, acrescentando: "Você não pode esperar que consigamos atingir nosso objetivo em apenas cinco dias."

 

A França liderou a intervenção sancionada pela ONU visando interromper a contraofensiva de Kadafi contra as forças rebeldes, que querem o fim de seu regime autoritário de 41 anos. Agora, Paris está pressionando, junto com Reino Unido, pela criação de um grupo de contato para discutir a governança política e a estratégia na missão, enquanto a Otan realiza a coordenação militar do dia-a-dia. O grupo seria composto dos principais países envolvidos na operação e outros, como as nações árabes que a apoiam.

 

Juppe disse que os líderes árabes precisam compreender que a onda de protestos na região mudaria as coisas para sempre e que os países, incluindo a Arábia Saudita, têm de considerar as aspirações do povo árabe. "O processo que está ocorrendo no mundo árabe é irreversível. As aspirações do povo devem ser consideradas em todos os lugares, incluindo na Arábia Saudita", afirmou.

 

com Reuters

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