Meio-irmão de Obama retrata pai agressivo em livro

Mark Okoth Obama Ndesandjo, meio-irmão mais novo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, lançou hoje seu primeiro romance na China, onde vive. Na entrevista de lançamento da obra, na cidade de Shenzhen, ao norte de Hong Kong, Ndesandjo falou também sobre a difícil relação com seu pai, o falecido Barack Obama. "Minha mãe costumava dizer do meu pai que ele era um homem brilhante, mas um fracasso social", contou o escritor. "Eu me lembro de vezes em minha casa quando eu ouvia os gritos e a dor de minha mãe."

AE, Agencia Estado

04 Novembro 2009 | 14h53

O livro, "De Nairóbi a Shenzhen", também faz referências às dificuldades de relacionamento entre o pai e a família. Ndesandjo descreve o pai como uma pessoa que cometia abusos emocionais e físicos. O escritor vive na cidade do sul chinês desde 2002. A obra agora lançada começou a ser escrita há dez anos, como uma autobiografia.

A mãe de Ndesandjo, Ruth, é uma branca norte-americana, como a do presidente norte-americano. Ndesandjo passou a infância em Nairóbi, onde frequentou escolas internacionais, depois seguiu para os EUA, passando pelas Universidades Brown e Stanford, antes de decidir viver na China.

Ndesandjo disse que tem contato com o irmão presidente, mas não é próximo dele. O escritor disse ao jornal "The New York Times" que pretende apresentar sua mulher, que é chinesa, a Obama quando o presidente visitar a China. Obama deve seguir para o país asiático ainda em novembro.

O romance traça alguns possíveis paralelos entre os meios-irmãos, em questões como raça, família e identidade. O protagonista do livro chega à China pouco após os atentados de 11 de Setembro, quando se interessa por uma chinesa e se afeiçoa a um jovem órfão. A situação faz o personagem analisar suas experiências no Quênia e nos EUA, sua verdadeira identidade, as complexidades de uma família multirracial "e a relação que ele tinha vivenciado com seu pai". As informações são da Dow Jones.

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