Meios oficiais atacam Capriles, 11 anos após golpe contra Chávez

Candidato da oposição é acusado por TVs e rádios chavistas de alimentar instabilidade em 11 de abril de 2002

CARACAS, O Estado de S.Paulo

12 de abril de 2013 | 02h06

Meios de comunicação chavistas exploraram durante todo o dia de ontem as imagens da tentativa de golpe contra o ex-presidente Hugo Chávez em 2002.

Atacando diretamente Henrique Capriles, emissoras de televisão e rádios recordavam os acontecimentos que levaram à queda de Chávez e seu regresso dois dias depois.

A emissora VTV repetiu pequenos vídeos especiais para a data, mostrando o presidente interino e candidato na eleição de domingo, Nicolás Maduro, exigindo a libertação da Chávez durante sua prisão na instalação militar de La Orchilla, numa ilha perto da costa venezuelana.

Por outro lado, narrações falavam da participação de Capriles em um ataque à embaixada cubana, onde chavistas se refugiaram durante a primeira onda do golpe. No rádio, slogans de Chávez sobre seu retorno ao poder foram transmitidos ao longo de todo o dia.

No comício final de Maduro, em Caracas, militantes levavam placas com outra frase do líder que já é tratado como "presidente eterno": "Essa é uma revolução pacífica, mas está armada".

Em reação à campanha maciça do chavismo, um grupo de estudantes militantes da oposição marcou para hoje um debate sobre "a verdade de 2002".

Dias após a morte de Chávez, em 5 de março, líderes da oposição acusaram o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) de ter marcado a eleição para 14 de abril de forma premeditada, para que o chavismo pudesse tachar a oposição de "golpista" na última semana de campanha, que coincide com o aniversário do golpe. / F.C.

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