Melhora da economia pode ser ruim para Romney

No momento em que os republicanos realizam primárias para escolher quem vai concorrer com Barack Obama na eleição presidencial, a campana pela reeleição do atual presidente recebeu um estímulo nesta sexta-feira com a divulgação de um relatório que mostra que o nível de desemprego nos Estados Unidos é o mais baixo em três anos.

AE, Agência Estado

06 de janeiro de 2012 | 16h14

Com a economia no foco da campanha presidencial deste ano, o líder na corrida republicana, Mitt Romney tem atacado não seus rivais de partido, mas o presidente, cujo destino foi ligado à baixa recuperação econômica após a recessão.

Obama ainda pode enfrentar as urnas em novembro com o mais alto nível de desemprego desde a Segunda Guerra Mundial, mas pode se beneficiar se a taxa de desemprego continuar a cair. Dados históricos mostram que as perspectivas de reeleição de um presidente dependem menos da taxa de desemprego do que da direção da taxa durante os dois anos antes da eleição.

No âmbito do partido Republicano, rivais de Romney tentam conter o bom momento de sua campanha após sua magra vantagem no caucus de Iowa. Eles acusam o ex-governador de Massachusetts de ser muito moderado. A expectativa é que ele também vença as primárias de New Hampshire.

O ex-senador pela Pensilvânia, Rick Santorum, que ficou apenas oito votos atrás de Romney em Iowa, o ex-presidente da Câmara dos Representantes Newt Gingrich e o deputado pelo Texas Ron Paul atacam Romney dizendo que ele é um conservador menos do que confiável e muito tímido para combater o desemprego.

Mas Romney é o favorito da cúpula republicana, que o vê como o melhor para competir com Obama. O partido espera que sua experiência no mundo dos negócios e como governador convença dos eleitores, preocupados com a demorada recuperação econômica.

Ironicamente, no ano em que as pesquisas mostram que a economia é a principal questão para os eleitores, os dois principais candidatos estão em Estados com baixa taxa de desemprego: 5,7% em Iowa e 5,4% em New Hampshire.

Mas isso vai mudar uma semana após as próximas primárias. Na Carolina do Norte, a taxa de desemprego foi de 9,9% em novembro, segundo o Escritório de Estatísticas do Trabalho. As informações são da Associated Press.

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