Melhora estado de saúde de médico norte-americano que contraiu Ebola

Kent Brantly, de 33 anos, está sendo tratado por especialistas em doenças infecciosas no Hospital da Universidade de Emory

Reuters

03 de agosto de 2014 | 13h33

ATLANTA - O médico norte-americano infectado com o vírus Ebola enquanto estava na Libéria e levado para os Estados Unidos para tratamento em uma ala especial isolada está melhorando, afirmou a autoridade máxima da Saúde dos Estados Unidos no domingo. 

O médico Kent Brantly, de 33 anos e que tem dois filhos, conseguiu sair andando, com ajuda, de uma ambulância depois de chegar em um voo para Atlanta, onde está sendo tratado por especialistas em doenças infecciosas no Hospital da Universidade de Emory. 

"É animador que ele esteja melhorando - isso é muito importante - e estamos esperando que ele continue melhorando", disse o Doutor Tom Frieden, diretor do Centro norte-americano para controle de doenças em Atlanta, em entrevista ao programa "Face the Nation" da rede CBS. 

Frieden disse ao programa que era muito cedo para prever se Brantly sobreviveria, mas afirmou que era improvável que a mulher e os filhos de Brantly, que deixaram a Libéria pouco antes dele começar a exibir os primeiros sintomas, terem contraído a doença. 

Pessoas que foram expostas ao Ebola mas não estão doentes não podem infectar os outros, disse Frieden. 

Brantly, que trabalha para a organização cristã Bolsa Samaritana, baseada na Carolina do Norte, estava na Libéria trabalhando na resposta ao pior surto de Ebola já registrado quando contraiu a doença. Desde fevereiro, mais de 700 pessoas na África ocidental já morreram devido à infecção. 

O Ebola é um vírus hemorrágico com taxa de morte de até 90 por cento dos que são infectados. A taxa de fatalidades na atual epidemia é de cerca de 60 por cento. 

A missionária norte-americana Nancy Writebol, que contraiu Ebola enquanto trabalhava no mesmo local em que Brantly, será levada para os Estados Unidos em um outro voo, já que aeronave médica é equipada para trazer apenas um paciente de cada vez. 

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