AP/Gregorio Borgia
AP/Gregorio Borgia

Melhora na economia é insuficiente, diz senador italiano 

Nascido na Venezuela, filho de mãe italiana, Alberto Orellana foi um dos primeiros senadores eleitos em 2013 pelo então recém criado Movimento 5 Estrelas (M5S)

Entrevista com

Alberto Orellana, senador italiano independente 

Andrei Netto - Correspondente / Paris , O Estado de S. Paulo

08 Dezembro 2016 | 05h00

Nascido na Venezuela, filho de mãe italiana, Alberto Orellana foi um dos primeiros senadores eleitos em 2013 pelo então recém criado Movimento 5 Estrelas (M5S), partido antissistema que prega a saída da Itália da zona do euro e da União Europeia. Hoje senador independente, apoiava o governo de Matteo Renzi. Para ele, o cenário é de indefinição. 

Qual o seu prognóstico para a crise política na Itália?

Começarão sexta-feira as discussões com todos os grupos. 

Antes de novas eleições, a tendência é que seja feita a reforma eleitoral, não?

Sim, antes disso teremos de discutir uma nova reforma eleitoral, porque a de 2015 foi declarada inconstitucional pela Corte Constitucional. 

Que tipo de governo a Itália formará por ora? Um governo técnico?

Pode ser, mas não tivemos uma boa experiência no passado (com Mario Monti, que governou entre novembro de 2011 e abril de 2013).

O senhor acredita que, em caso de novas eleições, o M5S poderia sair vencedor?

Pode. As pessoas estão realmente descontentes, desapontadas com a crise. Houve algumas melhora na economia, mas não o suficiente.

Renzi pode voltar ao poder?

Ele acaba de renunciar, é difícil dizer se vai tentar de novo. Mas ele continua sendo o primeiro-secretário do Partido Democrático (PD), o maior da Câmara e também no Senado. 

 

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